Uma História Secular

Séculos XVII e XVIII
A presença do Fruto Rei em São Miguel remonta aos séculos XVII e XVIII. As ilhas portuguesas do Atlântico foram um palco da introdução e expansão de novas culturas. Assim, os portugueses descobriram o ananás no Brasil e trouxeram-no para os Açores. Objecto de natural curiosidade da época, o ananás foi cultivado em estufas como cultura experimental e curiosidade botânica ornamental.

Século XIX
A partir deste século o ananás passa a ser encarado enquanto produto com potencial para a economia açoriana. A necessidade de encontrar um substituto para a laranja, proveniente de pomares de citrinos já afectados pela doença da gomose, foi a causa da procura de um novo produto que preenchesse a lacuna deixada por esse fruto no circuito comercial de exportação.

1848 | O escritor António Feliciano de Castilho escreve um artigo, n’O Agricultor Micaelense, referindo o ananás como o  «Rei da Fruta», alertando indirectamente para a sua forte potencialidade ao nível dos mercados locais e estrangeiros.

Surge então uma nova elite empresarial que pensa em novos frutos estratégicos para a economia da ilha, entre eles o ananás.

1864 | É  construída a primeira estufa de dimensão industrial com capacidade para 800 plantas, chegando a atingir na época áurea de cultura um património de 4.300 estufas de produção. É o ano da primeira exportação de ananás.

Século XX
1913 | Exportações para Inglaterra, Alemanha e principalmente para a Rússia.

1914 a 1918 —1.ª Grande Guerra / 1939 a 1945 — 2.ª Grande Guerra
O Ananás dos Açores, percepcionado como produto de luxo, encontrou nos períodos das grandes guerras algumas dificuldades. Passadas as guerras, com uma Europa que se apresentava diferente, passou a posicionar-se nos mercados locais e regionais (insulares e continentais).

1964 | Celebraram-se 100 anos da exportação de Ananás.

1996 | É registada e protegida a Denominação de Origem Ananás dos Açores/S. Miguel pelo Regulamento (CE) n.º 1107/96, de 12 de Junho.