Notícias

No dia 12 de Novembro comemoram-se 150 anos da primeira exportação de Ananás dos Açores. Um produto singular que mantém o modo de produção tradicional e que encerra em si mesmo um pedaço da história e da tradição açorianas.
Entre 12 e 15 de Novembro, a Junta de Freguesia da Fajã de Baixo assinala o 150.º aniversário da primeira exportação de Ananás dos Açores através de várias iniciativas divididas em três vertentes — económica, histórica e nutricional/gastronómica — englobando palestras, debates, degustação de produtos e uma exposição.


Foi no século XIX que o Ananás dos Açores passou a ser considerado um produto com potencial para a economia açoriana. A necessidade de encontrar um substituto para a laranja, proveniente de pomares de citrinos já afectados pela doença da gomose, foi a causa da procura de um novo produto que preenchesse a lacuna deixada por esse fruto no circuito comercial de exportação.
A introdução do ananás foi feita entre 1848 e 1850. Em 1864, foi construída a primeira estufa de dimensão industrial com capacidade para 800 plantas, chegando a atingir na época áurea de cultura um património de 4.300 estufas de produção. Foi também 1864 o ano da primeira exportação de ananás, que aconteceu no dia 12 de Novembro, segundo registos históricos, com destino a Londres.
Já no século XX, em 1913, registaram-se exportações para Inglaterra, Alemanha e demais países da Europa até à Rússia. Depois disso, o Ananás dos Açores, percepcionado como produto de luxo, encontrou nos períodos das grandes guerras algumas dificuldades. Após esse período, com uma Europa que se apresentava diferente, passou a posicionar-se nos mercados locais e regionais.

Actualmente, o Ananás dos Açores continua a ser produzido em estufas de vidro, através de técnicas de cultivo tradicionais — aplicação de «fumos» e utilização de «camas quentes» à base de matéria vegetal —, demorando dois anos desde a plantação à colheita.

Ler mais...